Vale A Pena Ver De Novo | [RESENHA] Magi: as mil e uma noites de Aladdin

Como o próprio nome já diz, isso é um repost. Sempre que eu achar o blog meio parado, vou trazer algum post antigo, seja do Fangirling Artemys ou do Portal Caneca, portal de cultura pop que eu fazia parte. Hoje, revivo minha resenha do mangá MAGI: o labirinto da magia, em texto que escrevi para o Portal Caneca.

por Artemys Ichihara Jenkins
novembro de 2014

Todos nós conhecemos, ao menos um pouco, as histórias das Mil e Uma Noites. Seja pelo apelo que o nome "Ali Babá" (e seus quarenta ladrões) trazem à memória, às aventuras do marujo Sinbad ou, sendo mais direta, pela adaptação do conto de Aladdin feita pela Walt Disney Studios. De uma forma ou de outra, todos já tivemos algum tipo de contato com as fantásticas histórias narradas por Sherazade em Mil e Uma Noites.

Shinobu Ohtaka resolveu fazer sua adaptação também. Lançada em 2009, sob o título de Magi: The Labyrinth of Magic, a versão da mangaka narra as aventuras de Aladin em busca dos recipientes metálicos de djinn (gênios, em uma visão mais ocidentalizada) junto de um grande amigo. Durante suas viagens, Aladdin conhece o ambicioso Ali Babá, a escravizada Morgiana, e diversas pessoas de muitos lugares diferentes.


Inusitado em sua temática, o mangá não apenas adapta os contos da Mil e Uma Noites de maneira divertida e com personagens cativantes, mas também aborda temas bastante delicados. Escravidão, despotismo, abuso de poder: todos esses assuntos se mesclam com a atmosfera mágica e aventureira que o mangá proporciona. (Nota do futuro: até física quântica e apocalipse islâmico entram na roda. É sério.)

A aventura se inicia quando o jovem Aladdin parte em busca de recipientes de djinn, a fim de cumprir uma promessa a um grande amigo. Entretanto, o garoto que está sempre com uma flauta no pescoço e um sorriso no rosto, não sabe quem de fato é, nem de onde vem: sabe apenas que quer ajudar seu grande amigo, Ugo-kun.

E durante sua jornada, que envolve governadores tirânicos, dungeons perigosas, e mercadores insensíveis, Aladdin encontra o jovem Ali Babá, cujo passado misterioso o levou a se tornar um simples guia de caravanas pelo deserto; e Morgiana, uma escravizada cujo misterioso sangue lhe dá imensos poderes. Entre idas e vindas, recheadas por desencontros e pela aura mística do deserto, Aladdin, Ali Babá e Morgiana atravessarão por areias e mares para alcançar seus objetivos.

Apesar de, por vezes, cair em diversos clichês já manjados do universo shonen (afinal, por que raios sempre tem de ter piadas com peitos?!), a temática inusitada, as personagens cativantes e os cenários deslumbrantes criados por Shinobu -- além de, claro, referências a diversas outras obras da cultura pop contemporânea, que vão desde FullMetal Alchemist a Star Wars --, fazem a jornada valer a pena. Além de, claro, fazer um mangá brilhante como há muito tempo não se vê sendo criado na Terra do Sol Nascente.


Magi: o labirinto da magia (Magi: The Labyrinth of Magic) | 2009-2017/Shonen, Aventura, Comédia

Autor e colorista: Shinobu Ohtaka

Editora: Shogakukan (Japão); JBC (Brasil)

Páginas: Cerca de 200 por volume; 22 volumes (até o presente momento - ainda em publicação) 37 volumes, completo!

Nota: ⭐/5


 

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Artemyss, bibliotecária e cosplayer. Divide o tempo entre reclamar da vida e jogar Borderlands. Fotógrafa, trilíngue, shippeira e fangirl. Blog de opiniões pessoais e cotidiano com assuntos aleatórios. Atualmente está refém das amarras do capitalismo e não consegue mais fazer lives, mas está o dia todo procrastinando no BlueSky 🦋 (+)

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